Destaques para a estreia da nova peça de Sara Barros Leitão, a música de Stranger Things pelos compositores Kyle Dixon e Michael Stein, Remix Ensemble a interpretar Pierre Boulez e Frank Zappa e Marlene Monteiro Freitas na programação de setembro-dezembro no Theatro Circo.
As estreias dos discos de Glockenwise e Sensible Soccers, Raquel André com espetáculo dos 20 anos da reabertura do Theatro Circo, e a 4.ª edição do PARAÍSO traz Cesária Évora Orchestra.
Nas Artes Performativas, destaque para a estreia da nova criação da atriz e encenadora Sara Barros Leitão, Nós, Sozinhas, com três récitas entre os dias 18 e 20 de setembro. No contexto desta estreia, no dia 19 terá lugar mais um Formas de Fazer, intitulado Um processo, acompanhado, no qual a criadora irá partilhar o processo de construção deste espetáculo. Associado a esta proposta, o ciclo Contexto convida Ana Campos e Rita Rato, no dia 26 de setembro, para propor uma reflexão sobre direitos reprodutivos e aborto na ocasião dos quase 20 anos do último referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez.
No âmbito do Supracasa, programa de apoio às artes performativas da Faz Cultura, terá lugar Assimétrico, no dia 3 de outubro, da bailarina e coreógrafa Beatriz Valentim, numa criação a dois com Miguel Santos, inspirado nas performances de David Byrne (Talking Heads).
Nos dias 8 e 9 de outubro, o ciclo Frente e Verso traz o espetáculo multidisciplinar Úlulu da criadora Raquel Lima, e GoldenLady, de Mercedes Quijada, com as bailarinas Sara Santervás e Melina Koulia, na companhia do Coro Mulheres do Minho, espetáculo também inserido no programa de apoio Supracasa. Raquel Lima dará ainda uma palestra no ciclo Formas de Fazer com Ancestralidade Anarquista, dia 9 de outubro.
A compositora, sonoplasta e instrumentista Mariana Leite Soares apresenta Absoluto, no dia 30 de outubro, e no dia seguinte, 31 de outubro, a criadora Raquel André estreia A Fila J é a melhor, espetáculo de celebração dos 20 anos de reabertura do Theatro Circo, no qual o público da sala bracarense será parte e protagonista .
No dia 13 de novembro, Victor Hugo Pontes e a Companhia Maior juntam-se para mostrar A esta hora, na infância neva, um espetáculo de dança que inclui intérpretes entre os 60 e os 93 anos. Dia 11 de dezembro, inspirado nas Mil e Uma Noites, NÔT, de Marlene Monteiro Freitas é um espetáculo que convoca a urgência do ato de contar histórias como um gesto vital de resistência, sobrevivência e transformação, onde cada narrativa se desdobra infinitamente noutra.
Na música, inserido na Noite Branca, dia 4 setembro, Nico & the Bluebirds apresentam novo disco, Thank you. A 12 de setembro, no programa do PARAÍSO, a Cesária Évora Orchestra apresenta-se pela primeira vez em Braga com Ceuzany, Elida Almeida, Lucibela e Teófilo Chantre e muitos dos músicos originais que acompanharam a artista cabo-verdiana.
Os Sensible Soccers estreiam em Braga o novo disco de originais, Camminando di Notte no dia 25 de setembro e, no dia seguinte, 26, a fadista Gisela João, apresenta pela primeira vez em Braga o seu mais recente Inquieta (2025), com interpretações únicas de temas de José Afonso, José Mário Branco, Fernando Lopes-Graça, entre outros. Outro dos nomes nacionais a escolher o Theatro Circo para estrear ao vivo o novo disco de originais são os Glockenwise com Vale tudo para chegar a algum lado, dia 10 de outubro.
Dia 16 de outubro, pisam a Sala Principal Vitorino, Janita e João Paulo Esteves com o Grupo de Cantadores do Redondo, ao abrigo do ciclo Clube Raiz, legado da Braga25. A Sinfonietta de Braga apresenta Ópera de Elevador no dia 21 de outubro, com música de Sofia Sousa Rocha e libreto de Edward Ayres de Abreu e Tatiana Bina. A 7 de novembro, o músico jazz bracarense Manuel Bellesa apresenta Cicloide (2025), disco que marca o reencontro com o piano acústico.
No dia 14 de novembro, a dupla de compositores Kyle Dixon e Michael Stein, vencedores de um Emmy, apresentam em Braga a retrospetiva sonora completa que abrange as cinco temporadas da série Stranger Things.
A dia 21 de novembro, dá-se regresso a Portugal de Lambchop para apresentar o novo disco Punching the Clown. Inseridos no ciclo Contraponto, a ONCEIM (Orquestra de Novas Criações, Experimentações e Música Improvisada) apresenta a estreia nacional de duas obras magnas do seu repertório, da autoria de Caterina Barbieri e de Eliane Radigue, falecida em fevereiro deste ano, no dia 28 de novembro, e no dia 4 de dezembro, o Remix Ensemble da Casa da Música apresenta um programa com Pierre Boulez e Frank Zappa.
A pensar nos mais novos, a programação infantojuvenil inicia com a oficina Voar muito perto do sol, uma criação de Hugo Barros e Sara Garcia, na qual se propõe pensar sobre o conceito de liberdade a partir da nossa relação com o espaço, nomeadamente, pela experiência da vivência do espaço doméstico, com sessões a 26 de setembro e de 13 a 15 de outubro.
Nos dias 6 e 7 de novembro, com direção e interpretação de Daniela Cruz, terá lugar Ocelo, um espetáculo sensorial e multidisciplinar, dirigido ao público mais jovem, que parte da necessidade de olhar positivamente para o contexto em que vivemos.
Nos dias 20 e 21 de novembro, o espetáculo para os mais novos Nuvens, com criação de Joana Araújo, Maria Mónica e Ricardo Baptista, Oru Kami, no dia 28 de novembro, de Aurora Miranda e Joana Mafalda Araújo, e Cinema Play, no dia 12 de dezembro, para mais uma sessão programada pelo PLAY – Festival internacional de cinema infantil e juvenil de Lisboa, encerram a programação para o público infantojuvenil.
A 4.ª edição do PARAÍSO, que decorre entre os dias 11 e 12 de setembro, conta este ano com as curadorias da BANTUMEN, CONCILIARE e Kitty Furtado.
Dia 11, na Livraria Centésima Página, tem lugar a conversa Que formas de existir entre o que herdamos e o que construímos? com os convidados David Ferreira, Isabel Macedo e Saidatina Khady Dias e moderação de Marisa Rodrigues (BANTUMEN), e no mesmo dia à noite, o gnration acolhe a exibição do filme Si Destinu (2016), da realizadora Vanessa Fernandes seguida de uma conversa entre Kitty Furtado e a realizadora.
No sábado, dia 12, as atividades concentram-se no gnration, iniciando com a apresentação do Manual antirracista para as artes e educação pela União Negra das Artes, seguindo-se um almoço comunitário com cachupa pela chef Ana Teresa Correia. À tarde, a conversa Arte, participação e práticas de contestação da colonialidade: o papel da criação coletiva na construção de futuros alternativos com curadoria da CONCILIARE, contando com os convidados António Zaqueu, Luege D’ Olim, Sarina Azevedo e moderação de Luiza Lins. A tarde encerra com um workshop de dança de Eddie Folige e DJ Chipula. No sábado à noite, no Theatro Circo, terá lugar o espetáculo da Cesária Évora Orchestra com os artistas Ceuzany, Elida Almeida, Lucibela e Teófilo Chantre.
Na 16.ª edição do Semibreve, que acontece entre os dias 22 e 25 de outubro,
o Theatro Circo acolhe nomes como Nuno Canavarro & Bruno Miguel Pinto/Radiant Rift, Malcolm Pardon & Gustaf Broms, PYUR & Tarik Barri, Sam Slater & Guests, Qasim Naqvi & Steven Wendt e Fennesz & Oscar Jockel. O programa do Semibreve conta com workshops, encomendas artísticas, instalações e espetáculos espalhados por diversos locais de referência histórica e cultural de Braga, como a Igreja dos Congregados, a Capela Imaculada e o gnration.
Os Encontros da Imagem regressam ao Theatro Circo na sua 36.ª edição sob o tema Território e Identidade, com o novo projeto de Rita Magalhães que parte de obras do Museu Nogueira da Silva. A artista portuense cruza fotografia, pintura e memória visual para explorar a dimensão plástica da paisagem.